O Som da Bruxa da Manguetown – Carina Mayara

Atualizado: Mai 1


Quando tento desacelerar depois de um dia agitado em tempos de “home office”, tenso por questões familiares, saúde e sobre tudo a política nossa de todos os dia que nos destrói de minutos a segundo. É quando só penso em parar olhar ao meu redor e agradecer por continuar sã no meu dessa bagunça astral e política, e aprendendo com toda essa agitação.


São depois de dias assim atribulados que quero escutar uma música para deixar as coisas mais leves, fora de uma realidade quimérica. Porque é isso que parece; nunca sentir tanto em minha vida como se vivesse em um país onde a realidade é bizarra, onde tudo parece normal para a grande maioria que já acostumou com o que é errado e duvidoso, em nome do senhor. Escutei um amém?


Respirar e entender onde e como estamos é preciso, o tanto quanto, procurar respostas para as ações que foram tomadas durante o dia deixando o corpo relaxar, respirar, fazendo o seu papel de cura, desintoxicando e levando oxigênio a cada molécula; permita-se escutar o som do seu coração.


A energia da música em nosso corpo pode trazer luz, cura e entendimento. E um dos EP que sempre escuto é o “Procuram-se as Flores das Minhas Veias” Que tem uma pegada arretada do entendimento feminino e uma visão poética da artista, e do que a cerca como autora. É, estou falando da Carina Mayara. Esse EP me faz desacelerar e meditar, mesmo antes de dormir ou ao acordar para enfrenta a batalha de mais um dia nesse “brazil, varonil que vara, fere e mata mais de mil pessoas por dia”; Desse país que precisamos explicar o óbvio.


Mudar o errado dentro de nós é o primeiro passo para uma vida melhor, um país melhor, mesmo sabendo de toda dificuldade que é dá esse primeiro passo e fazer desse um mundo um ambiente livre de energias negativas, transforma-lo em uma “Outra Terra”. Brinco com Carina falando que ela é a nossa Bruxa da música pernambucana. Por uma série de coisa que me fazem lembrar essas mulheres no meu imaginário consciencioso.


E se a cura para os nossos dias só será alcançado com o Bem Maior, é preciso entender que essa mudança só depende de cada um de nós. E partindo desse princípio busco essa “Outra Terra” dentro de mim.


Acho que já contei por aqui minha ligação com o som de outra Bruxa, a do Pop mundial, a querida Enya. A pegada Celta dela sempre fez vibrar todo meu corpo, mesmo quando não entendia nada das forças dessas ondas sonoras do Xamanismo, que também o cerca com a essência energética das danças nas antigas aldeias dos povos siberianos, Celtas, Espanhóis e porque não Latinos.


Quando eu penso em desacelerar na minha lista de músicas, com toda a certeza, sempre terá lugar para o som de Carina Mayara.


Ela vem com mais uma novidade, o single Outra Terra, e dessa vez com um clipe mágico de lindo que foi filmado em um ambiente que tem certos mistérios que o cerca.


Um pouco de estória para entender a história do Lugar.


O Forte Castelo do Mar, construído em 1630 por um arquiteto militar, Italiano conhecido como Conde de Bagnoli e Lusos – Brasileiros, ou melhor, pelos escravos e Indígenas; coisas que a história não conta, claro que o pesado era com eles.


A chegada dos Holandeses o nome mudou para Waler Kastell. Isso é outra curiosidade sobre nomes do forte, pode-se encontrar em artigos para mesma estrutura nomes como; Forte do Pontal de Nazaré, pois ele foi edificado no pontal de Nazaré, Cabo de Nazaré e Barra de Suape e por fim o Pontal do Forte Van der Dussen.


Um dos pontos estratégico para ficar “atucaiando” a saída da rapaziada com a carga pesada, o ouro, da cana de açúcar, nossa de cada dia, era por ali que o Ouro Branco, desaguava dos estuários dos Rios Ipojuca e Massangana indo parar nas mesas da Europa, por um preço bem camarada do amigo Nassau. O Forte era a defesa que se tinha na época do pessoal do olho grande.


O lugar possuía três baterias com cinco peças de bronze, totalizando quinze canhões e muitos disparos foram dados e batalhas travadas naquele local. Logo a cima na sobre o pontal Reduto de Nossa Senhora de Nazaré, a conhecida Vila da Nazaré. Os Holandeses ali invadiram, mataram moradores e índios, saquearam a Igreja e decapitaram a Imagem de Nossa Senhora e saíram chutando a cabeça da Santa pela Vila “Nazarena”.


Àquele pedaço de terra tem muitas estórias e outras ruínas que não vou entrar em detalhes aqui, mas que é importante conhecer. Era ali onde tentava curar minhas frustrações, e buscar força, Nazaré é um lugar mágico onde as vibrações sonoras das ondas batendo nas pedras do Cabo causando uma sonoridade em estéreo junto com o cheiro da maresia curam qualquer mal dentro de você.


A visão é de Outra Terra, e Carina com sua busca e sensibilidade de Bruxa achou o lugar certo para o seu clipe, não existe um lugar melhor para representar esse ritual que o Forte Castelo do Mar, no Cabo de Santo Agostinho.


O Clipe de Outra Terra vai te levar a uma viagem astral de um lugar cercado de boas vibrações podendo te fazer entrar em êxtase de tão lindo; é a paisagem junto com a beleza estética dos protagonistas. A nossa Bruxa fez uma parceria linda com a Duo da Sargaço Nightclub, Marcelo e Sofia, sem duvidas a mais querida da cidade.


Foi um verdadeiro ritual de dança, nas ondas do mar em terras distantes de Casa. Vibrem com o clipe, a música e busquem a paz interior. Se um dia em Nazaré curei meus sentimentos, você pode também buscar essa cura nesse caldeirão de Carina Mayara a nossa Bruxa da Manguetown.

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