O Maestro Está com a Sua Batuta na Mão, o Deixem Reger Sua Orquestra.

Atualizado: 31 de Dez de 2020



O que fizeram com a cultura do Cabo de Santo Agostinho vai levar mais de vinte anos para que ela recomponha-se e volte ser, ainda mais representativa, do que ela já foi um dia. Todos terão que ter muita paciência com essa nova administração.


Temos motivos para comemorar? Tudo indica fortemente que sim. É só deixar o Maestro reger a orquestra, pois a ele nada falta. Os compassos estão firmados essa condução poderá ser perfeita.


O Cabo de santo Agostinho não é uma cidade como outra qualquer, não senhor. Daquela terra abençoada nasceram verdadeiros Reis e líderes culturais e até hoje, do abençoado solo germina boas amostras, e com toda certeza darão em outros exemplos de cultura e desenvolvimento social.


Desenvolvimento cultural e social que foi reprimido, humilhado e posto do lado, como se nada estivesse acontecendo, mesmo com algumas poucas agitações acontecendo e florescendo em meio a esse caos do absurdo.


Estamos falando de uma cidade que era conhecida com suas tradições religiosas como a Festa de São Francisco, e de São Sebastião e inúmeras outras. Terra de Massangana onde começou os primeiros sopros de pífanos, o Carnaval com seu Zé Pereira de quase 80 anos de histórias.


Nós queremos que a nossa terra seja a mais cultural do Brasil e volte a ser reconhecida em todo nosso País Pernambuco, como cidade das La Ursas. Seu histórico Turístico onde até Pedro Segundo já se deleitou.


Terra da Filarmônica VX de Novembro, “A Filarmônica” com mais de 100 anos de serviços prestados a população. Lugar onde Nasceu Manoel Pereira de Araújo – O Rei da Embola, assim como o outro, O Rei da Chanchada também nasceu no Cabo, Barreto Júnior, ou seja, a cidade que tem dois Reis em áreas diferentes é muito PHODA.


Estou limitando as apresentações de mais estrelas de uma constelação imensa que é o “Folklore” na cidade do cabo de Santo Agostinho. Lugar de comunicadores Nacionais como França Lima, Bruno Reis e tantos mais.


A cidade tem uma ligação forte com o Rádio, foi ele que fez a cidade respirar um pouco, com uma ilha Radiofônica, mais por mérito pessoal do que por uma rede de comunicação, infelizmente. Abidoral fez a cidade se voltar para história de Manezinho Araújo e sua magia musical.


Foi com a Philarmônica que ficou forte a arte cênica no Cabo com as apresentações da banda, grupos de teatros que acompanhavam se apresentavam com suas estórias ao som harmônico, isso no começo do século. Hoje é lastimável o estado e o descaso que é dado a Banda secular.


O Rei da Chanchada ficaria orgulhoso em saber que o Cabo já foi sede de Festival Nacional de teatro e triste em ver que o Teatro com seu nome, foi tão desprezado pelo sistema que pegou fogo depois de estar caindo aos pedaços.


O Cabo além de receber o imperador do “brasil” ainda teve uma grande honra em servir como morada para Epitácio Pessoa, antes de ser o presidente dessa nação, e ter junto com outros literários da época ajudado a dar o ponta pé inicial na arte cabense, seja pela literatura ou através da música.


Hoje o Cabo tem muitas referências para se orgulhar sua cerâmica, seus mestres como o grande Uruda, filho do barro Cabense, Nena e tantos outros. Terra encantada por onde passou Israel Felipe, Miro de Oliveira, Theo Silva, Celina de Holanda, Zeca Plech, Nelino Azevedo, Antonino e Douglas Menezes, inúmeros pensadores, músicos, poetas e escritores.


Cidade de mil faces que passeia entre a sanfona do eterno Pedro Perigoso e Bruno Raça Negra, do Hip Hop, do Coco com seus mestres, Nino e seu Bojo da Macaíba, da embolada ao forró, da Toadas de Pernambuco chegando até os terreiros com suas sambadas, rituais religiosos de um povo Quilombola tão humilhados outrora.


De suas bandas de baile e Iê-iê-iê e dos The Pandemônios, às bandas de Rock como as do Distrito a Vurmos, as derivadas da lendária, Marteladores de Cabeça onde fez nascer Elite na Mira, Defeito Visual para serem referências a outras bandas que entre tantas foram inspiração e ainda são.


Do Reggae Raiz da Canto Reggae e da grandeza de Oberdan Marques e sua prole, e tome mais doses de Vapor Maligno, Contos de Fraldas, Agário das Moscas, Limiar Absoluto, Crânios Alternativo, do Rock de Aldercran França e como não lembrar do cara que transforma tudo isso em uma irmandade, com seu Rock and Cozinha, o Edu Rock.


Cidade que hoje carrega a valentia de um Museu do Bacamarte em suas conquistas, na força e na Anarquia de Ivan Marinho. A suavidade e leveza de Nando Cordel. A simplicidade de Síntia Alves e seus quadros que fazem todos nós termos orgulho de onde viemos ou a singular grandeza de Luzarcos e suas obras. E chegando até aqui não poderíamos esquecer-nos do Mamulengo do mestre Índio que nos representa, tanto quanto temos uma dívida, não só com índio, mas com todos que fazem dessa cidade um lugar especial.


Ainda tem um milhão de nomes para falar como os Irmãos Oliveiras e a busca por uma infinita arte, daquelas que arde que incomodam e fazem a diferença em meio a essa guerra anti-cultura já citada aqui, por senhores de engenhos desfaçados de políticos.


E se você ainda duvida o Santo Agostinho ainda abraça a Sétima arte, o Cinema, hoje com Cineastas e Documentaristas premiados, por que se plantando tudo dá nesse solo. Indo Além, podemos falar do Cinema de Mercês e sua importância na história de Pernambuco e do Cine-Destilaria jogado ao esquecimento, sem projeto visionário nenhum, mas o que esperar se até o único Clube que tinha foi fechado, o da Destilaria.


Tudo isso poderia ser bem representado por Dona Anita Santos de Melo autora do Hino do Cabo de Santo Agostinho, de uma forma mais adequada que essa.


Os nomes aqui citados não são nem metade de uma representatividade local que espera que os responsáveis DEIXEM O MAESTRO ADMINISTRAR A SUA ORQUESTRA com sua suavidade, firmeza e competência.



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