A Semente foi Degustada


O que falta hoje em muitos projetos de música, e na maioria dos independentes é o tesão de expressar a força da energia cósmica que corre no momento da explosão quando alocada a vida de uma obra. A Originalidade é o que prende meus ouvidos e olhos: Queria ter esse mesmo prazer, do que é forte e belo, queria ligar o rádio e escutar algo estranho aos ouvidos ou ao clicar no Youtube, para ouvir e sentir a personalidade no que se faz. Ainda não tenho esse prazer, ou melhor, dizendo são raros os momentos.


Isso hoje é como contar estrelas no universo vasto e infinito. Aliás, “personalidade” é o que falta no mais profundo sentido da palavra. Quando a arte é apresentada ela tem que tocar todos os seus sentidos, fazer arruaça no seu coração, na mente e na energia que te cerca: E aqui para nós, Isso é o que falta, essa delicadeza, o “grosso” é o que escutamos todos os dias, horas e segundos, nada de muito novo ou experimental.


Sempre quero mais. O êxtase é o que me move, é o que me leva ao arrebatamento, é quando escuto e vejo “arte musical” e esse conjunto de procedimentos que envolvem a sonora desde quando ela é apenas uma fagulha de pensamentos e lembranças. Um amigo me disse uma vez: “A música percorrer uma dimensão, ela é livre, o dono é quem tem a antena dimensional para capitar no momento de sua passagem”. Acredito muito nisso, certamente você já ouviu falar que algumas músicas praticamente psicografadas: Não tem outra explicação senão, as dimensões que poucos vagueiam.


A adrenalina corre dentro do meu corpo acelerando meus sentidos, fazendo tremer minhas artérias quando esse conjunto “Xamânico, Astral, Galaxial” se apresenta através de seres humanos e suas antenas. Exemplos? Temos: O Imperador de Pernambuco Alceu Valença; A leveza do corpo de Ney Matogrosso flutuando em ondas sonoras; Raul Seixas e suas bruxarias; O folclore enraizado dos Almondegas de Kleiton e Kledir; O dedilhado sentido em toda carne quando Yamandu Costa executa seu trabalho; A força de Maria Bethânia na arena; A personalidade de Fela Kuti; A magia musical dos Beatles; A Afrociberdelia de Chico Science na vida e nos palcos; A dicção, voz, expressão facial e corporal hipnotizante de Potyguara Bardo; A genialidade de Marco Polo do Ave Sangria; A interpretação, canções e a força de João Menelau e tantos outros que instigam essas sensações desse ágamo.


Semente de Vulcão completa uma psicodelia, nordestina “Ufo” que faz tremer as terras do Sertão na Capital quando João entra com sua energia Reikiana e transmite para todos os presentes, que ficaram no passado, e os possíveis futuros em ondas universais e dimensionais.


Degustar a Semente e viajar nesse objeto não identificado pós-moderno é o que me excita e faz pensar como é forte a originalidade das raízes nordestinas e seus personagens. Um passeio tridimensional astral e claro, cheio de referências terrenas.


Também provei desse chá que nasceu de uma Semente de Vulcão fazendo explodir minhas dimensões em ondas multicoloridas no mar calmo e silencioso do universo.




Voz: João Menelau

Craviola, Guitarra e Violão: Leo Steg

Contrabaixo: Nando Barreto

Bateria: Cássio Cunha



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